Carro Elétrico

Carros elétricos: prós e contras. Vale a pena investir num?

Quanto tempo duram as baterias? E que apoios existem? Respondemos a algumas destas questões.

 

PUBLICADO A 11 MAIO 2022

Leonardo DiCaprio, Arnold Schwarzenegger e Brad Pitt são alguns dos nomes célebres que deixaram de lado marcas luxuosas do mundo dos carros movidos a combustíveis fósseis, para se renderem aos carros elétricos. Hoje em dia há inúmeras marcas no mercado com ofertas distintas, num segmento que passou de raridade (e envolvia, até, alguma desconfiança), para se tornar tendência.

Neste artigo explicamos as vantagens e desvantagens de comprar um carro elétrico, qual o seu consumo médio, custo e tempos de carregamento, mas também outras questões mais específicas como que legislação está a ser preparada pela União Europeia sobre o assunto.

 

O que é um carro elétrico e como funciona?

Um carro elétrico é um tipo de veículo que utiliza propulsão por meio de motores elétricos. Ou seja, ao contrário dos veículos movidos a gasóleo ou gasolina, estes recorrem a um sistema de propulsão elétrica e não a um motor de combustão interna, com recurso a baterias recarregáveis.

 

Que fatores devem ser considerados? E que vantagens podem existir?

Zero emissões: esta é capaz de ser a maior vantagem e a mais discutida por aqueles que se querem tornar mais ecológicos. Na Europa, a circulação de viaturas a combustão em alguns centros de cidades já começa a ter restrições e a privilegiar os veículos com baixa emissão de gases, por isso esta é uma vantagem a considerar.

Outra das questões mais pertinentes liga-se aos postos de carregamento, cujas localizações podem ser consultadas aqui, e o objetivo é que todos os veículos elétricos possam carregar em qualquer estação.

Outras vantagens? Adeus logística e manutenção, mudar o óleo vai deixar de ser uma preocupação constante. Nos automóveis elétricos, os travões, os filtros, as correias, e outras peças, não se desgastam com tanta facilidade como num carro comum.

Outro dos fatores positivos é a performance. Regra geral, os carros elétricos são de fácil manuseamento, leves de se conduzir e responsivos quando puxamos por eles. Outro, é a autonomia: a dos veículos elétricos varia em função do tamanho da bateria, do peso do veículo, do tempo, e muito mais, tal como os outros veículos. Naturalmente, por serem veículos na categoria de baixas emissões, têm vantagens ambientais superiores às dos movidos a combustão.

Por fim, o valor de carregamento é uma das grandes vantagens dos elétricos face aos veículos movidos a combustíveis fósseis, sobretudo com o atual crescente preço destes últimos. A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) fez as contas para percorrer 100km, chegando à conclusão que, face aos preços atuais dos combustíveis – gasolina e gasóleo – há um benefício grande atribuído ao carregamento dos carros elétricos. Enquanto um veículo a gasolina gasta aproximadamente 13,67€ considerando 7 litros por 100km, um veículo com motor elétrico gasta 6,40€ para a mesma distância, com recurso a carregamento rápido (PCR). Uma diferença considerável, que nos faz pensar seriamente sobre esta vantagem.

 

E as hipotéticas desvantagens?

O preço de aquisição está, certamente, no topo desta lista: embora o desenvolvimento tecnológico e a produção em massa sejam caminhos em progresso, ainda fica mais caro adquirir um carro elétrico face a um carro comum.

Uma outra desvantagem prende-se com a autonomia: o tempo de carregamento é superior ao tempo de abastecimento de um veículo normal, mas também já não vai ter que se preocupar com parquímetros (se pagar os 12€ anuais pelo dístico verde da EMEL, em Lisboa). Na maioria dos casos, este tipo de automóvel ainda não está preparado para fazer grandes viagens, e a autonomia pode ser um fator decisivo se o condutor precisar de as fazer.

A longevidade de um automóvel é certamente um dos pontos a ter em consideração, e neste caso falamos em particular da durabilidade das baterias de um carro elétrico, um tema sensível entre os peritos; são caras e a duração é incerta. É por causa das baterias que se discute o impacto no ambiente, neste caso, como fator negativo (o CO2 libertado pela produção de baterias de iões de lítio oscila entre os 61kg e os 106kg por kW). Os 10 anos de durabilidade são o número que com mais frequência surge nestas discussões, mas não estão nem perto de reunir consenso.

 

Como calcular o tempo de carregamento?

Uma das maiores dúvidas relativas aos carros elétricos é o tempo que demoram a carregar. Dependendo de vários fatores, desde o tipo de carregador e do modelo de veículo até à temperatura ambiente e inclusive ao comprimento do cabo, podem demorar de minutos a um dia inteiro.

Um exemplo? Um dos elétricos mais populares tem uma capacidade total de bateria de 40 kWh e uma autonomia máxima de 270 km. De acordo com o site da marca de carregadores Wallbox, carregar este veículo até à capacidade máxima demoraria 6 horas, e para sabermos a autonomia por hora de carregamento basta dividirmos 270 por 6 = até 45 km por hora de carregamento.

 

Há incentivos fiscais? O que diz a legislação?

Sim, o Estado incentiva a compra destes veículos com algumas (e boas) vantagens. Por exemplo, no ano passado, o Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões tinha 4 milhões de euros* para gastar. O incentivo para a aquisição de veículos ligeiros de passageiros tem o valor de 4 mil euros (foi atualizado em 2022), relativamente a pessoas singulares, com um teto máximo de 62 500,00€ quanto ao valor da compra. Além disso, quem adquire um carro elétrico também fica isento de pagar o Imposto Sobre Veículo (ISV) e o Imposto Único de Circulação (IUC), por isso também há vantagens económicas.

Para já, sabe-se também que a União Europeia propôs que, a partir de 2035, seja proibida a comercialização de automóveis novos equipados com motores a gasolina ou gasóleo, ou seja, com recurso a combustíveis fósseis, o que certamente abrirá mais caminho aos elétricos.

 

* O Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões de 2021, contou com uma dotação global de 4 500 000€; a atualização da verba total foi realizada a 24 de agosto de 2021, com a publicação do Despacho n.º 8363/2021, que alterou o Despacho n.º 2535/2021, que regulamentou a atribuição da verba adicional para o Incentivo pela Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões de 2021, no valor de 500 000€, atribuídos às categorias T4 – Bicicleta, motociclos e ciclomotores 100% elétricos e T5 – Bicicletas Convencionais.

 

Fontes:

https://pplware.sapo.pt/

https://www.must.jornaldenegocios.pt/

https://controlauto.pt

https://www.uve.pt/page/

https://www.acp.pt/

https://www.fundoambiental.pt/

https://blog.wallbox.com/pt

https://www.electromaps.com/

 

O conteúdo desta página tem caráter meramente informativo, geral e abstrato. Não constitui parecer profissional, nem jurídico.

Esta informação não dispensa a consulta da legislação em vigor, nem substitui o atendimento técnico qualificado prestado nas conservatórias do registo automóvel e/ou junto de outras entidades públicas.