amaxofobia

Amaxofobia: como perder o medo de conduzir

A amaxofobia é o medo irracional de estar num veículo, como condutor ou passageiro. Descubra algumas dicas para o ajudar.

PUBLICADO A 4 DEZEMBRO 2023

Não é só uma insegurança nem inexperiência de condução. A amaxofobia é um medo patológico que pode ser incapacitante. Descubra o que é, quais as causas e como perder o medo de conduzir.

O que é amaxofobia? 

Amaxofobia é o termo utilizado para descrever o medo irracional de conduzir um veículo. Deriva da junção das palavras gregas amaxo (veículo) e fobia (medo) e pode ser verdadeiramente debilitante. Mais do que uma simples apreensão associada à condução, transforma-se numa aversão intensa. Quem sofre de amaxofobia não consegue conduzir e, consequentemente, vê a sua mobilidade e independência limitadas, o que afeta a qualidade de vida.

Quais são as principais causas do medo de conduzir? 

A amaxofobia, ou fobia de conduzir, pode ter origem em vários fatores que variam de pessoa para pessoa. As causas mais comuns incluem:

1. Trauma ou experiências prévias negativas 

As experiências passadas são uma das principais causas de amaxofobia. Quem sofre ou testemunha um acidente grave ou evento traumático na estrada pode ficar com marcas emocionais profundas e duradouras, criando associações negativas com a condução. O simples ato de estar dentro de um carro ou pensar em assumir o controlo de um veículo pode desencadear uma resposta de ansiedade intensa. 

O medo funciona como um mecanismo de defesa, destinado a proteger a pessoa do perigo percebido. No entanto, em alguns casos, acaba por limitar severamente a qualidade de vida, uma vez que o medo persiste na ausência de perigo. 

2. Fobia social 

Para muitas pessoas, a amaxofobia coexiste com a fobia social. Neste caso, o medo de conduzir não está ligado ao perigo rodoviário, mas à preocupação intensa com o que as outras pessoas possam pensar sobre as suas competências de condução. Sentem uma elevada pressão quando estão ao volante, mesmo que não haja nenhuma razão objetiva para isso. 

Este medo de ser julgado enquanto conduz pode ser esmagador e levar a evitar por completo a condução, criando um ciclo de ansiedade que se agrava com o tempo. 

3. Ansiedade generalizada 

As pessoas predispostas a quadros de ansiedade têm maior propensão para a amaxofobia, como uma extensão de medos e preocupações preexistentes. Dito doutro modo, pessoas que sofrem de ansiedade generalizada, geralmente, vivem preocupações excessivas e irrealistas sobre várias situações da vida, e a condução não é exceção. O medo de conduzir pode ser uma manifestação específica de uma ansiedade mais ampla.

4. Modelação comportamental  

A amaxofobia também pode ser desenvolvida pela influência de pessoas que também têm medo de conduzir. Quando alguém próximo, como um pai, irmão ou amigo, tem esta fobia, pode influenciar negativamente o comportamento das pessoas ao redor, especialmente se for visto como um modelo ou autoridade. 

Por exemplo, se uma criança cresce a ver um dos pais a evitar a condução ou a expressar ansiedade ao volante, pode internalizar essa reação como uma resposta apropriada à condução, desenvolvendo amaxofobia mesmo sem ter tido experiências pessoais traumáticas na estrada. 

Quais são os sintomas de amaxofobia? 

Os sintomas de amaxofobia podem variar, mas geralmente incluem uma combinação de sintomas físicos, emocionais e cognitivos. Os mais comuns incluem:

1. Pensamentos negativos persistentes 

As pessoas que sofrem desta fobia têm frequentemente pensamentos catastróficos relacionados com a condução, como a ideia de perder o controlo do carro, provocar um acidente grave ou não ser capaz de lidar com as situações na estrada. Estes pensamentos são intrusivos e difíceis de controlar, provocando ansiedade intensa em relação à condução. 

2. Ansiedade intensa ou ataques de pânico 

Para quem sofre de amaxofobia, a simples ideia de conduzir pode desencadear um episódio de ansiedade extrema ou ataques de pânico. A antecipação é o suficiente para desencadear um nível elevado de ansiedade, podendo inclusivamente originar um ataque de pânico, com palpitações cardíacas, falta de ar e uma intensa sensação de terror.

3. Aumento da frequência cardíaca e sudorese 

As pessoas com amaxofobia podem manifestar respostas físicas intensas à perspetiva de conduzir. O corpo entra no estado de alerta máximo, o coração começa a bater mais rapidamente e pode haver maior produção de suor, como parte da resposta biológica e automática ao stress. Estas respostas criam uma experiência angustiante, criando um ciclo de ansiedade difícil de quebrar. 

4. Falta de ar, náuseas e tensão muscular 

As pessoas com amaxofobia podem ter dificuldade em respirar e sentir-se sufocadas. A ansiedade pode também refletir-se ao nível gastrointestinal, com desconforto físico intenso e náuseas. A tensão muscular é também uma resposta comum, especialmente no pescoço, ombros e costas. 

5. Evitar situações de condução 

Evitar conduzir é um comportamento comum em pessoas que sofrem de amaxofobia. Existe uma forte aversão a qualquer situação relacionada com a condução, ao ponto de não entrar em carros. Este sintoma acaba por reforçar a fobia, já que a pessoa se priva da oportunidade de enfrentar e superar o medo. Assim, o medo de conduzir leva ao evitamento que, por sua vez, reforça o medo, criando um círculo vicioso que dificulta a superação. 

6. Hipersensibilidade ao trânsito 

A amaxofobia torna as pessoas extremamente conscientes e reativas ao ambiente de trânsito ao seu redor. Por isso, qualquer estímulo relacionado com a condução, como o som de buzinas, luzes de faróis, a proximidade de outros veículos ou a velocidade, pode desencadear uma resposta intensa de ansiedade. 

Como é feito o diagnóstico de amaxofobia? 

O diagnóstico de amaxofobia deve ser feito por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. Em primeiro lugar, o profissional realizará uma entrevista clínica para conhecer os sintomas, a história pessoal, eventos traumáticos passados, se existirem, e qualquer outra informação relevante. 

De seguida, o profissional avalia a intensidade, a frequência e a duração dos sintomas, bem como o impacto que exercem na vida diária do paciente. Pode ser necessário confirmar a existência de outras condições clínicas que possam estar na origem dos sintomas. Se o diagnóstico de amaxofobia for estabelecido, os profissionais de saúde mental podem criar um plano de tratamento personalizado.

Em que consiste o tratamento de amaxofobia? 

O tratamento da amaxofobia é semelhante ao de outras perturbações de ansiedade. A abordagem de eleição é a psicoterapia, mas também poderá ser necessário recorrer à medicação. 

1. Terapia Cognitivo-Comportamental  

A Terapia Cognitivo-Comportamental é o tratamento psicoterapêutico mais indicado para a amaxofobia. Durante as sessões, o paciente trabalha com um terapeuta para identificar e confrontar padrões de pensamento negativos e irracionais relacionados com a condução. Ao longo do tempo, o paciente desenvolve estratégias para enfrentar gradualmente a sua ansiedade e ganha confiança de forma progressiva. 

Uma das técnicas mais utilizadas consiste na exposição gradual e controlada à situação fóbica. Por exemplo, o paciente poderá começar apenas por entrar no carro, acompanhado pelo terapeuta. Quando esta situação já não despoletar ansiedade, estará em condições de avançar para uma situação mais complexa, como ligar o carro. O processo avança através da exposição a situações cada vez mais desafiantes.

2. Medicação 

Nos casos mais severos, quando a ansiedade é muito intensa e debilitante ao ponto de dificultar o trabalho em psicoterapia, um médico poderá prescrever medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos para ajudar a controlar os sintomas da amaxofobia. 

Como prevenir amaxofobia? 

Embora nem sempre seja possível prevenir o desenvolvimento da amaxofobia, existem algumas estratégias que podem ajudar a reduzir o risco ou minimizar o seu impacto. 

1. Comece devagar 

Se está a dar os seus primeiros passos na condução, comece com ambientes mais calmos e pouco movimentados. Gradualmente, vá passando para desafios maiores à medida que se sente mais confiante ao volante.

2. Procure apoio preventivo 

Se tem algum receio ou inquietação relativamente à condução, procure apoio psicológico, mesmo que esse medo ainda não se tenha convertido numa fobia. Aborde as suas preocupações com um profissional antes que se intensifiquem. 

3. Pratique regularmente a condução  

Mesmo que esteja a passar por um período em que não precise do carro, não deixe de conduzir. Continue a praticar regularmente. A falta de prática pode diminuir a confiança e aumentar a ansiedade quando voltar a conduzir.

4. Evite pressões externas 

A pressa ou a intimidação externa podem aumentar a ansiedade e o medo. Não internalize críticas severas, injustas ou prejudiciais, e aprenda a deixá-las para trás. Lembre-se de que a crítica reflete apenas a perspetiva do outro e não a sua capacidade real. Por isso, estabeleça metas realistas para si mesmo em relação à condução e trabalhe na sua autoconfiança e autoestima.

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Se reconhece em si ou em alguém próximo os sintomas de amaxofobia, é importante procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para obter apoio, estratégias específicas e técnicas terapêuticas para trabalhar a fobia e promover a confiança na condução.

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Informação atualizada em: 4 de dezembro de 2023

Fontes: 

https://controlauto.pt/seguranca-rodoviaria/educacao-rodoviaria/amaxofobia

https://www.carglass.pt/pt/blog/dicas-de-conducao/amaxofobia-sintomas-e-como-combater/

https://www.standvirtual.com/blog/amaxofobia-como-perder-o-medo-de-conduzir/

https://pt.quora.com/O-que-%C3%A9-e-como-tratar-o-medo-de-dirigir-ou-amaxofobia

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